sexta-feira, 14 de maio de 2010

Leonina.

E se eu insisto no querer, esquecendo da razão, não pense que é falta de amor próprio, é que eu sou de leão...
Se por onde eu passo me mostro, voltando toda atenção, não é só vaidade, eu nasci de leão...
Se eu morro de amores mês sim e outro também, não se espante com minha vontade, eu sou
leonina, meu bem..
Se eu exagero no ciúme, causando confusão, é só o lado inseguro de uma pessoa de leão...
Quando anoitece, eu ardo, se amanhece ardo mais ainda. Não é que eu seja insaciável é intensidade de leonina.
Outras melhores existem, sim...
Mas não te culpo se depois ainda vai preferir a mim, é que por ser de leão deixo marcas sem fim.!*
(...) Não sou capaz de lembrar quantas vezes eu disse que não amaria mais. Nem sei mesmo se amei todas as vezes que disse que amei. Sei que sofri terrivelmente em cada término, como se aqueles fossem os últimos momentos da minha vida. Eu esbravejei e me senti o ser humano mais azarado que já viveu neste planeta, chorei horas trancada no quarto enquanto me perguntava: “Porque ela? Porque não eu? Porque não eu? Porque não eu? Porque nunca eu?”. Mas é uma delicia saber que passa, sempre passa. Não passou ainda, mas vai passar. Por isso eu amo, e me perco, e me acho, e ressucito mil vezes com a alegria de quem viveu apenas uma vez. Mário Quintana escreveu: “É tão bom morrer de amor e continuar vivendo”, eu concordo.

(por www.depoisdosquinze.com)