Eu queria colo, queria sentimento, queria calor...
Mas no lugar do braço que envolve e protege, da palavra que conforta e do sentimento que aquece, eu só consegui um banho gelado! (?)
Acho que a água gelada, não esfria somente a pele, o nosso externo. Ela esfria também os "ânimos". os sentimentos. Esfria a cabeça, o corpo e a alma. Esfria fisica e psicologicamente.
Te alheia dos seus próprios pensamentos e problemas... Te relaxa!
E eu realmente estava precisando dessa certa dose de "frieza". Estou.
E foi debaixo da água corrente e, psicológicamente, fria, que ela veio.
Aquela que só me aparece em momentos extremos e em polos completamente diferentes, ela só aparece quando eu me sinto extremamente feliz e completa, ou extremamente triste e faltando um pedaço.
A inspiração veio.
E nesses momentos extremos e extremamente diferentes, é quando sinto que preciso de alguém para pelo menos desabafar, e receber cafuné, e ouvir "Relaxa que vai ficar tudo bem, eu tô aqui!"... Pelo menos.
E é simultâneamente, quando vem a inspiração, eu escrevo e vejo que não preciso de cafuné, e não preciso de que tenha alguém pra sempre comigo... Nem de nada disso.
Só preciso de um pedaço de papel, uma caneta, e... De inspiração!
Porém... Não sou tão orgulhosa ao ponto de negar que tanta independência, CANSA;
que não sentir (ou não demonstrar sentir) a falta de ninguém, CANSA;
que guardar os seus problemas pra sí e pra, no máximo, o seu bloco de notas... Ah, como isso cansa!
O problema (ou vantagem, sei lá) é que cansa, mas depois que eu escrevo, e desabafo... Descansa.
... E ainda aceito o colo e o cafuné, vio?!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doi."
Cazuza
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